sábado, 31 de outubro de 2009

colibris do asfalto


a noite é um poço
de intenções avessas

(a maioria mórbida
- algumas nórdicas)

como pássaras dos
becos que por instante
abrem suas asas

e não cantam

...são aves do silêncio
engalhadas no
asfalto

a noite manaíra
fica híbrida diante do
que a sociedade

hipócrita

condena quando nasce


Poema de Lau Siqueira, desenho de Luyse Costa.

8 comentários:

lau siqueira disse...

"a noite em manaíra
fica híbrida diante do
que a sociedade"

Luy, tira aquele "em". Fica assim:

"a noite manaíra
fica híbrida diante do
que a sociedade"

Luyse disse...

Feito!
E...nada mal esse último post!
aeeeeeeeeeeeeeeeeeeee.

Cosmunicando disse...

este blog é lindo de tudo :)

***MissUniversoPróprio*** disse...

Manaíra, Tambaú, Bessa... hehehe

Lindo post! ;)

=****

lau siqueira disse...

E daí? Qual o próximo post? Algupem tem sugestão?

susannah disse...

a noite ainda encanta o canto, Lau, não nos libertamos dessa ancestral amiga e madrasta; e dentro dela tudo se assombra diante desse silêncio de condenações que somente ela consegue retesar. Bjs!

Adepto de Goya! disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Guanambi_Luna disse...

A sombra da noite que a tantos encanta, e a tantos outros (ou mesmos) assombra... Belo trabalho, sempre fã do talento destes dois!