sábado, 10 de outubro de 2009

tulipas





a beleza
mora no hálito
das cores

e a beleza
é frágil

como oceanos
e cordilheiras

...

sobretudo
a beleza é eterna

como a memória
das coisas não
vividas


Poema de Lau Siqueira, desenho de Luyse Costa

9 comentários:

Grabel disse...

Nostalgico.
=|

Luyse disse...

Meu Gabo querido...

lau siqueira disse...

Luy, esse nos transportou para o invisível, quase.

Carlos Musashi disse...

lindo. a beleza está num momento que se torna a eternidade dentro do seu tempo

Moama disse...

Lembrou-me uns versos de Bandeira, do poema "Madrigal melancólico":

"[...]a beleza é em nós que ela existe/a beleza é um conceito/ e a beleza é triste/não é triste em si/mas pelo que há nela de fragilidade e de incerteza..."

anjo só disse...

só conhecendo novos horizontes, gostei de suas poesias !

abraço.

lau siqueira disse...

oxen... tu num vai chover?

Gauche disse...

Lembrou-me do meu poema predileto de Sylvia Plath, cujo título é o mesmo. Primeiramente por ele, o título, depois de lido, sobretudo, pela sutileza.

"Aprendo a paz, deitada sozinha em silêncio"

A poesia é, por excelência, a Beleza. E por isso são eternas: Beleza e poesia.

Bonifacio Segundo disse...

Que brisa suave nesse post!
Muito bom!