sábado, 24 de outubro de 2009

bailarina


alma imersa
na candura

luz
sombra
& movimento

passos em
delicado traço

e a vida baila
em disfarces


Poema de Lau Siqueira, desenho de Luyse Costa.

domingo, 18 de outubro de 2009



águas que pulsam
pululam aos ubres
na noite insalubre


Haikai de Lau Siqueira, desenho de Luyse Costa.

sábado, 10 de outubro de 2009

tulipas





a beleza
mora no hálito
das cores

e a beleza
é frágil

como oceanos
e cordilheiras

...

sobretudo
a beleza é eterna

como a memória
das coisas não
vividas


Poema de Lau Siqueira, desenho de Luyse Costa

sábado, 3 de outubro de 2009

estilhaços




cacos de olhar
ecoados no espelho

semeado em ventos
precisos e incertos por

entre paredes e hálitos

e os dias passam sem
que a vida me devolva

nenhum dos pedaços

Poema de Lau Siqueira, desenho de Luyse Costa

sábado, 26 de setembro de 2009

nada absoluto

um medo algo estranho
submerge em rios
de olhos acesos na rima
das coisas incertas

(pássaros
são o instrumento lírico
das matas)

enlouqueço quando penso

por não saber dos limites
no lumiar das luas

são azuis as cores do oco
dentro de um todo
invisível



Poema de Lau Siqueira, desenho de Luyse Costa

domingo, 20 de setembro de 2009

(POEMA DE GRITAR PELOS BECOS)

O TEMPO
PREPARA SEUS VERBOS
NA SOLUÇÃO DA ESPERA

DO QUE CAMINHA
QUANDO O SOL PERDE
SEU HORIZONTE SANHAUÁ

TECENDO AOS POUCOS
O INSTANTE QUE NÃO PASSA
EM OUTRO QUE NUNCA CHEGA

COMO UMA
SAUDADE QUE PULSA

CINZENTA & NÍTIDA




Poema de Lau Siqueira, desenho de Luyse Costa

Aceitamos sugestões de temas para desenvolvermos nos próximos posts. Esta foi enviada por Ana Priscila Clemente.

sábado, 12 de setembro de 2009

mulheres imaginárias

não virá de ti
o poder das ancas

...quando corres com lobos
no silencioso e íntimo
degredo das vulvas beduínas

numa história sem migalhas
nem sagrações dos teus
. ................medos contidos

(tecendo a existência
na supressão duma histeria
e nas retenções da urina)


não vejo em ti as multidões
diluídas na ternura ou nas luas
espalmadas sob a blusa

nem guardo o olhar que não
te vê no espasmo híbrido
da noite que acolhe desejos

não vejo nada (
......................... ! porra ! )

somente a tua inexistência
e um vazio invisível ecoando
nos latidos da minha pele



Poema de Lau Siqueira, desenho de Luyse Costa
Aceitamos sugestões de temas para desenvolvermos nos próximos posts.